Crise humanitária em Gaza se agrava com falta de suprimentos e resgate tenso de reféns israelenses

Famílias forçadas a fugir dos bombardeamentos de Israel em curso em Khan Younis para Rafah. Enquanto a crise humanitária cresce em Gaza, o diretor-geral da OMS denuncia a insuficiência de ajuda, e forças israelenses resgatam reféns em meio a bombardeios.
Famílias forçadas a fugir dos bombardeamentos de Israel em curso em Khan Younis para Rafah. Enquanto a crise humanitária cresce em Gaza, o diretor-geral da OMS denuncia a insuficiência de ajuda, e forças israelenses resgatam reféns em meio a bombardeios.

Na cidade sitiada de Rafah, onde agora mais de um milhão de palestinos deslocados buscam abrigo, a situação humanitária atingiu níveis críticos. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, declarou na Cúpula Mundial de Governos em Dubai que as 447 toneladas de suprimentos médicos entregues a Gaza representam apenas uma pequena fração do que é necessário diante de uma crise que se intensifica a cada dia.

A tensão atingiu seu ápice durante um ataque das forças especiais israelenses em Rafah, resultando no resgate de dois reféns em um prédio na fronteira com o Egito. A missão ocorreu em meio a bombardeios intensos, em uma cidade que viu sua população aumentar seis vezes devido ao conflito em curso. Tedros expressou preocupações específicas sobre os ataques a Rafah, onde a maioria dos habitantes de Gaza buscou refúgio.

A Organização das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) destacou que, além da escassez de suprimentos médicos, um carregamento de alimentos para 1,1 milhão de pessoas permanece retido em um porto israelense. Enquanto a agência pede urgentemente por acesso seguro e libertação de reféns, os bloqueios em passagens cruciais, como Kerem Shalom e Ashdod, impedem a entrega eficaz de ajuda humanitária.

Tom White, diretor de Assuntos da Unrwa em Gaza, ressaltou a impossibilidade de operações eficazes em meio a ataques do exército israelense. A passagem de Kerem Shalom permanece fechada devido a manifestantes, enquanto a falta de aprovações das autoridades israelenses impede o transporte essencial de alimentos de Ashdod para Gaza. A crise humanitária se aprofunda, demandando ação imediata para aliviar o sofrimento crescente.


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