Após um período de crescimento e desenvolvimento, o setor de aviação no Brasil se viu confrontado com desafios sem precedentes devido à pandemia de COVID-19 e suas ramificações econômicas. Enquanto a recuperação gradual é observada nos aeroportos do Sul e Sudeste, particularmente no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, onde investimentos governamentais e parcerias locais estão impulsionando o renascimento, a realidade no Nordeste é de uma diminuição drástica das rotas internacionais. Aeroportos como o de Recife testemunharam uma redução alarmante de rotas, um reflexo das dificuldades econômicas e da concentração do tráfego internacional em aeroportos como Guarulhos. Especialistas destacam que a racionalização das rotas e os custos dolarizados das companhias aéreas são fatores significativos por trás do aumento dos preços das passagens aéreas no país.
Segundo Elton Fernandes, professor de engenharia de transportes da UFRJ, a concentração do tráfego internacional em Guarulhos, somada às dificuldades econômicas enfrentadas pelo Galeão, contribui para a redução das rotas internacionais no Nordeste. Além disso, a racionalização das rotas pelas companhias aéreas em resposta à crise econômica pós-pandemia tem impactado diretamente a oferta de voos na região. A influência do dólar, que afeta diretamente os custos das companhias aéreas, é outro fator crucial. Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, destaca que o Brasil abriu mão de uma grande empresa de transporte aéreo internacional, resultando em uma malha restrita concentrada em destinos como os Estados Unidos e a Europa.
A perda de rotas internacionais não afeta apenas a aviação, mas também tem um impacto direto no turismo e na economia local. O Nordeste, historicamente dependente do turismo, enfrenta o desafio de se recuperar do isolamento pós-pandemia, com a redução no número de rotas impactando negativamente a chegada de turistas estrangeiros e, consequentemente, a geração de empregos e receitas na região. Enquanto isso, as perspectivas para o setor de turismo e aviação dependem das condições econômicas globais e da renda das pessoas, segundo Fernandes.
*Com informações da Sputnik News.
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