Em uma entrevista, Nikolai Azarov, ex-primeiro-ministro ucraniano, expressou sua visão sobre os efeitos do Euromaidan na Ucrânia, descrevendo um cenário de degradação e destruição ao longo dos últimos dez anos. Azarov apontou um aumento exponencial nos preços dos alimentos, água, luz e serviços comunitários, resultando em uma deterioração significativa no padrão de vida dos cidadãos desde 2013.
O movimento do Euromaidan teve início em novembro de 2013, em resposta à decisão das autoridades de suspender uma política de integração com a União Europeia, evoluindo rapidamente para uma revolução nacional que culminou na destituição do então presidente Viktor Yanukovich em fevereiro de 2014. Azarov criticou a falta de cumprimento das promessas feitas durante o Euromaidan e destacou a propaganda enganosa que responsabiliza a Rússia por problemas internos, desviando a atenção da corrupção e má gestão das autoridades em Kiev.
Além disso, Azarov abordou a situação econômica da Ucrânia, destacando uma queda significativa no Produto Interno Bruto (PIB) real do país desde a chegada ao poder do presidente Vladimir Zelensky, contrastando com os dados oficiais manipulados pelas autoridades ucranianas. Ele também criticou os planos da Comissão Europeia de integrar o Exército e o complexo militar-industrial ucraniano às capacidades militares europeias, descrevendo-os como irrealistas e enfatizando o papel de Bruxelas nas políticas internas da Ucrânia.
Por fim, Azarov questionou a legitimidade das ações de Zelensky, especialmente sua decisão de adiar as eleições presidenciais, sugerindo que isso reflete o medo do presidente de perder seu cargo. Ele previu uma restauração dos laços entre os povos ucraniano e russo no futuro, apesar dos esforços das autoridades em Kiev para afastar a Ucrânia da Rússia.
*Com informações da Sputnik Brasil.








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