Em meio a um cenário desafiador, a indústria química brasileira encerrou o ano de 2023 com um déficit expressivo de R$46 bilhões, conforme relatório divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Os números revelam uma queda significativa de 15,6% nas exportações de produtos químicos em comparação com o ano anterior, resultando em um déficit comercial de US$46,6 bilhões. O destaque vai para o impressionante volume de importações, atingindo a marca de US$61,2 bilhões, o segundo maior da história do setor.
O levantamento da Abiquim aponta para a Ásia como principal fornecedora, representando 29% do total importado pelo Brasil. O presidente-executivo da entidade, André Passos Cordeiro, aponta fatores conjunturais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, como responsáveis pelo desequilíbrio. A competição internacional, especialmente com países como China, Alemanha e Estados Unidos, destaca-se como um desafio, gerando preocupações sobre a perda de competitividade da indústria nacional.
O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) destaca a importância estratégica da indústria química para o desenvolvimento do Brasil e defende a implementação de políticas públicas e incentivos fiscais para fortalecer o setor. Ele ressalta a relevância do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), suspenso por 10 meses durante o governo Bolsonaro e reintegrado em novembro de 2023, como um instrumento crucial para a competitividade das empresas brasileiras.
Apesar dos desafios, Cordeiro assegura que a indústria química nacional possui potencial para se recuperar e competir globalmente. Ele destaca a necessidade de aumentar a proporção de gás natural na matriz de insumos, tornando-a mais competitiva. A potencialização do Reiq também é apontada como fundamental para enfrentar os pesados subsídios oferecidos por concorrentes internacionais.










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