Não haverá recursos do Tesouro para socorrer companhias aéreas, diz ministro Fernando Haddad

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, declara que eventual fundo para auxiliar empresas aéreas não será financiado pelo Tesouro Nacional.
Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, declara que eventual fundo para auxiliar empresas aéreas não será financiado pelo Tesouro Nacional.

Durante um encontro com economistas na sede do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu nesta segunda-feira (05/02/2024) que um potencial fundo destinado a auxiliar empresas aéreas em situação delicada não será alimentado por recursos do Tesouro Nacional. Ele enfatizou que tal medida não está nos planos do governo, destacando a necessidade de compreender a situação atual do setor para propor alternativas viáveis.

“Há um levantamento em andamento sobre a situação. Vamos entender melhor o cenário, mas é importante ressaltar que não haverá socorro com recursos do Tesouro. Isso não está em nossa agenda. O que está sendo considerado é uma possível reestruturação do setor, porém sem envolver gastos primários”, afirmou Haddad.

O ministro indicou que até fevereiro será apresentado um diagnóstico detalhado da situação, juntamente com uma proposta concreta. Ele também ressaltou que a queda no preço do querosene de aviação não deve servir de justificativa para aumentos no valor das passagens aéreas, apontando que durante a gestão atual, o preço desse combustível registrou redução.

Recentemente, em 25 de janeiro, a companhia aérea Gol, uma das três principais do país, entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, revelando uma dívida superior a R$ 20 bilhões ao término de 2023.

Enquanto isso, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) tem mantido conversas com o governo, solicitando medidas que fortaleçam o setor e políticas que visem a redução dos custos com o querosene de aviação.

Haddad também abordou a pressão exercida por varejistas para que o governo reveja a isenção para compras internacionais de até US$ 50, destacando que o assunto está em discussão tanto no Supremo Tribunal Federal quanto no Congresso Nacional.

*Com informações da Agência Brasil.


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