O Senado americano, predominantemente democrata, aprovou, nesta terça-feira (13/02/2024), um pacote de U$ 95 bilhões, incluindo U$ 60 bilhões destinados à Ucrânia, Israel e Taiwan, em uma tentativa de resposta à guerra que assola a Ucrânia há quase dois anos. Contudo, o otimismo é contido devido à resistência dos republicanos na Câmara dos Representantes, que se recusaram a considerar o texto.
A questão da ajuda à Ucrânia tornou-se um ponto de divisão entre os partidos, com os democratas amplamente a favor e os republicanos divididos entre apoiadores de intervenção e aqueles alinhados com Donald Trump, que expressa objeções à assistência ao país europeu. O impasse evidencia um confronto entre o presidente Joe Biden, que pressiona pela aprovação dos fundos, e seu antecessor, Donald Trump, cujas orientações têm influência significativa nas decisões republicanas.
Mike Johnson, líder dos republicanos na Câmara, reforça a posição contrária à ajuda externa, destacando a omissão do Senado em abordar a crise migratória na fronteira com o México. As demandas republicanas por mudanças no projeto, relacionadas à política de migração, acentuam a incerteza em torno da aprovação.
Donald Trump, em sua plataforma Truth Social, intensifica a pressão, argumentando que os EUA já estão contribuindo substancialmente com a Ucrânia e exigindo que a OTAN igualmente contribua. As declarações de Trump provocam críticas e acentuam as divergências entre os partidos, colocando em xeque a possibilidade de um consenso no Congresso.
*Com informações da RFI.










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