O recente registro de 62,3°C de sensação térmica no Rio de Janeiro gerou perplexidade global, mas representa apenas um exemplo dos extremos de temperatura que têm se tornado cada vez mais comuns em diversas regiões do mundo, da Ásia à América do Sul, passando pela África. As temperaturas recordes têm afetado países como Marrocos, República Democrática do Congo, Tailândia, Costa Rica e muitos outros, ampliando os impactos das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño.
De acordo com pesquisadores, como Davide Faranda do CNRS, as altas temperaturas observadas são consequência direta do aquecimento global, especialmente notável no hemisfério sul e ao redor do Equador. Na África, onde as temperaturas têm sido particularmente elevadas, o Sudão do Sul tem enfrentado uma onda de calor devastadora, levando ao fechamento de escolas devido à falta de eletricidade para ventilação. Em meio ao mês do Ramadã, a situação torna-se ainda mais desafiadora para os habitantes locais.
Enquanto isso, na América do Sul, países como Paraguai, Guiana, Colômbia e Costa Rica também têm sofrido com registros recordes de temperatura, agravando ainda mais os impactos das mudanças climáticas. No Brasil, apesar dos termômetros terem marcado 42°C no Rio de Janeiro, a sensação térmica atingiu assombrosos 62,3°C, demonstrando os efeitos da umidade do ar sobre a percepção de calor.
O pesquisador Davide Faranda alerta para a crescente frequência e intensidade desses eventos, indicando que o aquecimento global está transformando o que antes era considerado excepcional em algo mais comum. À medida que esses extremos se tornam mais frequentes, as consequências para a saúde humana e para o meio ambiente tornam-se cada vez mais preocupantes, exigindo ações urgentes para mitigar os impactos das mudanças climáticas.
*Com informações da RFI.










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