Dinamarca e Suécia encerram investigação sobre explosões nos gasodutos Nord Stream

Após a Suécia, Dinamarca também conclui que não há base jurídica para levar adiante investigações sobre as explosões nos gasodutos Nord Stream.
Após a Suécia, Dinamarca também conclui que não há base jurídica para levar adiante investigações sobre as explosões nos gasodutos Nord Stream.

Menos de um mês após o anúncio da Suécia de encerrar a investigação sobre as explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, em setembro de 2022, as autoridades dinamarquesas seguiram o mesmo caminho. Nesta segunda-feira (26/02/2024), a Dinamarca anunciou que não prosseguirá com a apuração do caso, apesar de reconhecer que se trata de um ato de “sabotagem deliberada”. Segundo comunicado conjunto da polícia e dos serviços de inteligência do país, não há base suficiente para um processo criminal nos tribunais dinamarqueses.

Embora a causa das explosões permaneça desconhecida, acredita-se que tenham sido resultado de um ato de sabotagem. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, criticou a decisão dinamarquesa, destacando a contradição entre reconhecer a sabotagem e não investigá-la. A Rússia tem culpado países “anglo-saxônicos” pelo dano aos gasodutos, referindo-se à oposição dos Estados Unidos ao projeto.

A Suécia havia encerrado sua investigação anteriormente, alegando falta de jurisdição sobre o caso e ausência de evidências de envolvimento de cidadãos suecos. As autoridades dinamarquesas, em contraste, mantiveram-se em silêncio durante todo o processo de investigação. Embora tenha encerrado as apurações, a Suécia se comprometeu a compartilhar evidências com a procuradoria alemã, que está conduzindo investigações paralelas.

As explosões nos gasodutos Nord Stream, que ocorreram próximo à ilha dinamarquesa de Bornholm, no Mar do Norte, continuam sendo um mistério. O episódio agravou as tensões políticas em torno dos gasodutos, já marcados por controvérsias antes mesmo dos danos. A Europa, altamente dependente do gás russo, impôs sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, enquanto a Rússia suspendeu o envio de gás em retaliação. O Nord Stream 1, em operação desde 2011, e o Nord Stream 2, aguardavam licenciamento para entrar em funcionamento, o qual foi adiado devido à crise ucraniana.

*Com informações da DW.


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