Em um evento marcante realizado no Ginásio Regional da Ceilândia, a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o ambicioso Plano Juventude Negra Viva. Com um investimento estimado em mais de R$ 665 milhões nos próximos anos, o plano abrange ações transversais de 18 ministérios, com o objetivo principal de combater a violência letal e outras vulnerabilidades sociais que assolam a juventude negra brasileira. Ao considerar políticas que também englobam jovens negros, mas não são exclusivas para este público, o montante ultrapassa a marca de R$ 1,5 bilhão.
Lula destacou a urgência de enfrentar o extermínio da juventude negra no país, ressaltando o impacto do racismo estrutural na sociedade brasileira. Durante a cerimônia, ele enfatizou a necessidade de uma comunicação eficaz sobre o plano lançado, cobrando a atuação dos ministros na divulgação e compreensão concreta das políticas propostas. Além disso, o presidente incentivou os jovens presentes a se envolverem politicamente e a ocuparem espaços de poder, visando uma representação mais diversificada e inclusiva.
O Plano Juventude Negra Viva foi elaborado a partir das demandas dos próprios jovens e contou com a participação ativa do Ministério da Igualdade Racial e da Secretaria-Geral da Presidência da República. Após realizar caravanas participativas em todos os estados e no Distrito Federal, ouvindo cerca de 6 mil jovens em 2023, o governo identificou que a principal demanda desse grupo é “viver em um país que respeita e investe na vida dos jovens negros”. Com isso, o plano busca promover mudanças estruturantes e duradouras para essa população, com a implementação de 217 ações e 43 metas específicas, distribuídas em 11 eixos fundamentais.
Além das ações diretas voltadas para a segurança, educação, cultura, saúde, empregabilidade e participação política da juventude negra, o plano também inclui iniciativas como o Projeto Nacional de Câmeras Corporais, o Pronasci Juventude, e políticas de intercâmbio, empreendedorismo e inclusão digital. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ressaltou a importância de garantir a vida e os direitos dos jovens negros, destacando o desejo de construir um futuro onde eles possam protagonizar e fazer a diferença.
*Com informações da Agência Brasil.









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