Impacto econômico e ambiental das espécies invasoras no Brasil preocupa especialistas

Relatório destaca prejuízos bilionários e necessidade de ações coordenadas para conter introdução de espécies invasoras.
Relatório destaca prejuízos bilionários e necessidade de ações coordenadas para conter introdução de espécies invasoras.

O comércio de animais de estimação e plantas ornamentais é apontado como a principal porta de entrada para as espécies exóticas invasoras no Brasil, resultando em prejuízos econômicos e ecológicos significativos. Segundo o Relatório Temático sobre Espécies Exóticas Invasoras, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, lançado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), essas invasões representam um custo anual estimado entre US$ 2 e US$ 3 bilhões ao país, impactando negativamente a biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar humano.

O estudo, produzido por 73 autores líderes e apoiado por diversas instituições de pesquisa, ressalta a urgência de ações coordenadas para o manejo das espécies invasoras, dada a imprevisibilidade e o alto risco associados a esses eventos. Espécies exóticas invasoras, introduzidas por ação humana fora de seus habitats naturais, proliferam rapidamente e ameaçam as espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas.

O relatório identifica 476 espécies exóticas invasoras no Brasil, incluindo animais, plantas e microrganismos, originárias principalmente da África, Europa e sudeste asiático. Tilápias, javalis, mexilhões-dourados, saguis, pinheiros e tucunarés são apenas alguns exemplos dessas espécies invasoras que causam danos significativos.

O estudo destaca a necessidade de agilidade na gestão das invasões biológicas, ressaltando que a inação ou demora na tomada de medidas pode agravar os impactos negativos ao longo do tempo. Além disso, aponta lacunas na avaliação e quantificação dos impactos das espécies invasoras, especialmente em relação a microrganismos e fungos prejudiciais à saúde humana e sistemas agropecuários.

O relatório ressalta que a gestão das espécies invasoras é uma das áreas mais negligenciadas na política pública brasileira de conservação, destacando a necessidade de ações integradas e políticas de prevenção e controle mais eficazes. Recomendações incluem a publicação de listas de espécies invasoras, a educação pública sobre o tema e o desenvolvimento de políticas de apoio à produção sustentável.

*Com informações da Agência Brasil.


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