Na última terça-feira (05/03/2024), durante um encontro em Bogotá, na Colômbia, o Papa Francisco enviou uma mensagem aos líderes das Instituições e Organizações de Ajuda à Igreja na América Latina, explorando o tema da gratuidade. O Pontífice, utilizando elementos do jornalismo, concentrou-se nas perguntas fundamentais sobre o assunto, tais como “Quem dá? O que se dá? Onde se dá? Como se dá? Quando se dá? Por que se dá? Para que se dá?”.
Na correspondência ao cardeal Robert Prevost, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), o Papa destacou que, embora o esforço humano muitas vezes busque resultados tangíveis, a gratuidade, segundo o Evangelho, é caracterizada pelo ato de dar sem esperar retribuição. Francisco iniciou sua reflexão abordando a primeira pergunta, sobre quem é o doador da gratuidade, afirmando que Deus é o verdadeiro doador, e os seres humanos são meros administradores dos bens recebidos.
Prosseguindo, o Papa explicou que a natureza do que Deus oferece é abrangente, constituindo tudo o que possuímos. Alertou para a importância de manter a consciência de que somos administradores dos dons divinos, evitando a submissão ao dinheiro e aos medos relacionados à segurança econômica. A mensagem do Pontífice também destacou que a entrega de Deus ocorre desde a criação, permanecendo constante, e que ela se manifesta através da encarnação, da cruz e dos sacramentos.
A reflexão do Papa sobre como e quando Deus se doa ao seu povo foi enfatizada como um ato simples e contínuo: sempre e totalmente. O exemplo máximo é encontrado na Eucaristia, onde, segundo Francisco, não recebemos apenas uma parte de Jesus, mas a totalidade de sua presença. O Papa concluiu sua análise afirmando que a gratuidade é uma imitação do modo como Jesus se doa completamente, apesar da pobreza humana, movido pelo amor que tudo suporta e espera.
Destacando a relevância do esforço despendido pelas instituições e organizações de ajuda, o Papa ressaltou que a generosidade tem um propósito definido. Ao se doarem, os participantes imitam a missão de Jesus, não considerando o ato de abraçar a cruz como um fracasso, mas como uma união à missão de levar a Boa Nova aos pobres e libertar os oprimidos.








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