Na Bahia, as mulheres continuam enfrentando uma carga desproporcional de afazeres domésticos e de cuidado em relação aos homens, como revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. Em média, elas dedicavam 23,1 horas semanais a essas atividades, enquanto os homens dedicavam apenas 10,9 horas. Essa disparidade afeta diretamente a participação feminina no mercado de trabalho remunerado, especialmente para aquelas que têm crianças em casa. Em 2022, mulheres que residiam em domicílios com crianças de até 6 anos enfrentavam quase 20% menos chances de estar em um emprego remunerado em comparação com aquelas sem crianças em casa.
Essa realidade reflete-se em uma série de desigualdades, incluindo diferenças significativas na taxa de desocupação por cor ou raça. Apesar de alguns avanços, como um aumento na proporção de mulheres em cargos gerenciais, a Bahia ainda apresenta desafios persistentes em termos de representatividade feminina em esferas de poder, como no cenário político e nos cargos de prefeituras e câmaras municipais. No entanto, um ponto positivo é a presença majoritária de mulheres entre os/as professores/as universitários/as, indicando um avanço na igualdade de gênero em determinados setores educacionais.











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