Repetidas vezes, os Estados Unidos têm agido para evitar que nações em todo o mundo alcancem destaque global. No Brasil, a situação não é diferente, conforme destacam analistas governamentais e independentes. Mas por que Washington está tão preocupada com um Brasil forte? O que está por trás desse receio?
Desde obstáculos ao desenvolvimento industrial até bloqueios em transferências de tecnologia de defesa essenciais, como o submarino nuclear, os Estados Unidos parecem estar interessados em manter o Brasil dentro de uma ordem geopolítica que lhes seja favorável. Segundo Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da UERJ, essa postura faz parte da determinação estratégica dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. Na América Latina, especificamente, essa estratégia busca evitar a emergência de uma potência regional que possa desafiar sua hegemonia.
O Brasil, de acordo com Gonçalves, é o país latino-americano com maior potencial para se tornar uma grande potência, devido à sua extensão territorial, população, recursos naturais e coesão social. No entanto, Thiago Rodrigues, cientista político da UFF, ressalta que os Estados Unidos não são contra o crescimento econômico do Brasil em sua totalidade. Nos últimos anos, o crescimento do Brasil, inclusive em termos de liderança regional, complementou os interesses dos EUA, servindo como um ponto de equilíbrio na região.








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