A tragédia que se abateu sobre o consulado iraniano em Damasco nesta segunda-feira (01/04/2024) ecoou além das fronteiras sírias, desencadeando acusações e tensões internacionais. Autoridades da Síria e do Irã apontaram Israel como responsável pelo ataque aéreo que resultou na destruição do prédio consular e na morte de oito pessoas, incluindo o general Mohamad Reza Zahedi, da Guarda Revolucionária iraniana.
De acordo com relatos da agência de notícias estatal síria Sana, o bombardeio ocorreu por volta das 17 horas, horário local, reduzindo o edifício a escombros e ceifando vidas indiscriminadamente. Enquanto as autoridades sírias acusam veementemente Israel pelo ataque, este último se absteve de reivindicar responsabilidade, uma postura incomum diante de bombardeios em território sírio.
A repercussão do incidente reverberou nas palavras do embaixador iraniano na Síria, Hossein Akbari, que denunciou veementemente o ataque como uma violação flagrante das leis internacionais. As tensões foram ainda mais exacerbadas pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir Abdollahian, que exigiu uma resposta séria da comunidade internacional diante do que classificou como “ações criminosas”.
Este não é o primeiro episódio de violência entre as nações envolvidas. Em dezembro, outro general da Guarda Revolucionária iraniana foi morto em circunstâncias semelhantes, também atribuídas a Israel. Esses eventos não apenas destacam as tensões regionais, mas também intensificam as preocupações sobre uma escalada do conflito no Oriente Médio.
*Com informações da DW.











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