Situado no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o Terreiro São Jorge Filho da Gomeia destaca-se como um dos principais pontos de afroturismo religioso na Costa dos Coqueiros. Além de ser um local de culto, o terreiro abriga um museu comunitário que narra a história do templo sagrado, grupos culturais e realiza atividades sociais.
As homenagens pelo centenário de Mãe Mirinha de Portão, ialorixá fundadora do terreiro, tiveram início no último sábado (06/04/2024), com um programa diversificado. Organizado com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), o evento incluiu um seminário sobre cultura afro-brasileira, apresentações de capoeira, cânticos e rodas de conversa lideradas pela mãe de santo Mameto Kamurici, que comanda a casa, em diálogo com líderes de outros terreiros e visitantes.
“A abertura dessas comemorações, que se estenderão ao longo do ano, visa manter viva a memória e o legado de Mãe Mirinha, que tanto contribuiu para nossa comunidade. A parceria com a Secretaria de Turismo do Estado é fundamental, pois reconhece o valor da obra social, cultural e religiosa deixada por ela”, destacou a líder do terreiro.
“A Setur-BA apoia eventos que resgatam a ancestralidade do povo baiano, através do projeto Agô Bahia, promovendo ações para fortalecer o afroturismo, sendo o Terreiro de Portão uma das maiores expressões dessa iniciativa”, complementou o assessor técnico da Setur-BA, Paulo Sobrinho.
Altamira Maria Conceição Souza, conhecida como Mãe Mirinha de Portão, nasceu em 21 de dezembro de 1924 e foi iniciada no candomblé por Joãozinho da Gomeia. Em 1948, fundou o Terreiro São Jorge Filho da Gomeia, tombado como Patrimônio Cultural da Bahia. O templo tornou-se um ponto turístico, atraindo visitantes do Brasil e do exterior, e deverá receber mais turistas neste ano, em razão do centenário de sua fundadora.
“Anualmente, recebemos cerca de 50 grupos de estudantes dos Estados Unidos e da Europa, interessados em nossas tradições, além de alunos de escolas de diversas partes do Brasil. Exceto os espaços sagrados, todo o resto é aberto à visitação desses grupos”, relatou Cláudia Santos, responsável pelas atividades no terreiro.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Tumblr (Opens in new window) Tumblr
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




