O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou 26 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, extorsão e apropriação indébita relacionados à Operação Fim da Linha. Essa ação teve desdobramentos significativos, incluindo a prisão de seis pessoas e a apreensão de armas, munições, dinheiro em espécie, além de computadores e outros equipamentos eletrônicos.
As investigações revelaram um esquema complexo de lavagem de dinheiro supostamente vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo duas empresas de ônibus atuantes em São Paulo, a Upbus e a Transwolff. Essas empresas, segundo a denúncia, eram utilizadas para ocultar a origem ilícita de recursos obtidos através de atividades criminosas, como tráfico de drogas e roubos.
No período de 2014 a 2024, indivíduos ligados à facção criminosa PCC teriam injetado mais de R$ 20 milhões em uma cooperativa de transporte público, transformando-a na UpBus. Na Transwolff, outra empresa envolvida no esquema, estima-se que cerca de R$ 54 milhões foram lavados, provenientes principalmente do tráfico de drogas.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, decretou intervenção nas duas empresas, anunciando que a prefeitura assumiria o controle das linhas. A Operação Fim da Linha, que contou com apoio de diversas instituições, incluindo a Polícia Militar e a Receita Federal, demonstra o esforço conjunto para combater crimes financeiros e a atuação de organizações criminosas.
*Com informações da Agência Brasil.










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