Desde os tempos de sua avó, Iyá Davina, a iyalorixá Mãe Meninazinha d’Oxum ouvia sobre a dor de ver objetos sagrados do candomblé nas mãos da polícia. Essa realidade sombria permeou décadas de perseguição, com invasões a terreiros, destruição de peças e humilhação das lideranças religiosas.
A história de resistência dessas religiões é marcada por momentos difíceis, como as invasões durante o regime militar, quando muitos terreiros foram alvos de repressão e violência. Mesmo diante das adversidades, líderes como Mãe Meninazinha lutaram incansavelmente para recuperar o “Nosso Sagrado”, culminando na transferência dos objetos para o Museu da República, um marco de reconhecimento e respeito.
A trajetória de Mãe Meninazinha d’Oxum, herdeira de uma linhagem religiosa que remonta à Bahia do século XX, é um testemunho vivo da perseverança e da devoção às tradições ancestrais. Hoje, aos 86 anos, ela vive em paz, celebrando a liberdade de praticar sua religião e compartilhar sua sabedoria com as futuras gerações.
*Com informações da Agência Brasil.










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