Pelo quinto ano consecutivo, o mundo enfrenta uma crescente ameaça de fome generalizada, com níveis perigosos de insegurança alimentar afetando milhões de pessoas em todo o globo. Segundo o último Relatório Global sobre Crises Alimentares, divulgado pelas agências humanitárias da ONU, 281,6 milhões de pessoas foram atingidas pela fome aguda em 2023, marcando um aumento contínuo na insegurança alimentar.
O diretor do Escritório de Ligação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Dominique Burgeon, alertou que a insegurança alimentar aguda representa uma ameaça imediata à vida das pessoas e pode levar a mortes generalizadas. O relatório, elaborado em conjunto pela FAO, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que a crise alimentar piorou significativamente desde o início da pandemia de Covid-19.
Gian Carlo Cirri, diretor do PMA em Genebra, expressou preocupações específicas com a situação em Gaza e no Sudão, onde a fome é uma realidade cada vez mais presente. Ele descreveu a situação em Gaza como desesperadora, com as pessoas lutando para atender até mesmo suas necessidades alimentares mais básicas após meses de conflito e destruição.
No Sudão, 20,3 milhões de pessoas, cerca de 42% da população, enfrentaram níveis emergenciais de insegurança alimentar em 2023, tornando-se o país com o maior número de pessoas em situação crítica de fome. O relatório destaca a urgência de assistência humanitária para evitar uma deterioração ainda maior da situação, especialmente à medida que a época de plantio se aproxima.
*Com informações da ONU News.











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