A Europa está testemunhando um alarmante aumento no tráfico de armas de guerra, conforme revelado por reportagens recentes da imprensa francesa. Na França, em particular, essas armas têm sido associadas a uma série de acertos de contas mortais nos últimos meses. Em 2023, o país registrou um total de 105 tiroteios envolvendo armas variadas, desde os fuzis M16 e SIG 550 até pistolas automáticas Uzi e os icônicos rifles de assalto Kalashnikov, popularmente conhecidos como AK-47. Entre as regiões mais afetadas está a cidade de Nîmes, no sul da França, que é apontada como uma das mais perigosas atualmente.
De acordo com uma reportagem do canal de televisão público France 2, uma parcela significativa dessas armas ilegais encontradas na França tem origem na Suíça, país cuja legislação mais flexível torna fabricantes e vendedores frequentes alvos de roubos. Em um incidente recente, os autores de um desses furtos foram detidos em Lyon, no sudeste francês. Entretanto, das 300 armas roubadas, apenas sete foram recuperadas, deixando o restante para abastecer o mercado clandestino.
Além de representar uma ameaça direta à segurança pública, essas armas de guerra também alimentam redes criminosas envolvidas no tráfico de drogas e outras mercadorias ilícitas. Uma investigação conduzida pelo jornal Le Monde destaca as recentes apreensões de cocaína, maconha, LSD e outras substâncias sintéticas na França, evidenciando a persistência do tráfico no país. Grande parte dessas drogas é importada de países como Espanha, Holanda e Antilhas para abastecer as redes de tráfico estabelecidas no sul, sudeste e na região parisiense. Recentemente, em um período de apenas 15 dias, a polícia francesa confiscou uma impressionante quantidade de 8,5 toneladas de cocaína, conforme relatado pelo Le Monde.
*Com informações da RFI.








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