O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu nesta quarta-feira (26/06/2024) o centro da meta contínua de inflação em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A decisão ocorreu horas após a publicação do decreto que instituiu um novo sistema de metas de inflação, marcando uma mudança significativa na condução da política monetária brasileira.
Com a nova regra, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025, o CMN elimina a necessidade de fixar uma meta anual de inflação. Ao invés disso, o Banco Central do Brasil utilizará o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indicador para medir a inflação, ajustando-se continuamente ao objetivo central de 3%. A flexibilidade da meta contínua permite ao CMN modificar os limites da inflação apenas quando necessário, com uma antecedência de três anos para sua implementação.
A medida foi adotada com o intuito de simplificar o regime de metas e tornar a política monetária mais ágil e adaptável às condições econômicas em constante evolução. Segundo o texto do decreto, o Banco Central do Brasil já está autorizado a realizar as adequações necessárias em seus regulamentos para aplicar as novas diretrizes estabelecidas pelo CMN.
O Conselho Monetário Nacional, composto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reúne-se mensalmente para deliberar sobre questões econômicas e monetárias fundamentais para o país. Enquanto a meta contínua de inflação aguarda sua implementação em 2025, permanece vigente para o ano de 2024 a meta de 3% com a mesma margem de tolerância, proporcionando estabilidade e previsibilidade ao cenário econômico nacional.
*Com informações da Agência Brasil.










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