Em 2022, Bahia liderava em total de unidades locais de empresas e pessoal ocupado no setor, no Norte-Nordeste, mas salário era o 6º menor do país, aponta IBGE

Em 2022, a Bahia se destacou no número de unidades empresariais e trabalhadores ocupados, mas apresentou um dos menores salários médios do Brasil.
Em 2022, a Bahia se destacou no número de unidades empresariais e trabalhadores ocupados, mas apresentou um dos menores salários médios do Brasil.

Em 2022, a Bahia destacou-se como líder em número de unidades locais de empresas formais e pessoal ocupado no setor empresarial nas regiões Norte e Nordeste. O estado contava com 469.986 unidades locais, empregando 2.978.368 pessoas, das quais 549.064 eram proprietários ou sócios e 2.429.304 eram empregados assalariados. Esses números colocaram a Bahia na sétima posição nacional em ambos os indicadores.

A Bahia foi responsável por 4,4% das 10.607.102 unidades locais de empresas formais do Brasil. O estado também contribuiu com 4,7% do total nacional de pessoal ocupado, que somava 62.746.860 pessoas. São Paulo liderava esses rankings, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Apesar desses números expressivos, o salário médio mensal pago aos trabalhadores assalariados na Bahia era de R$ 2.839,60, inferior à média nacional de R$ 3.542,19, posicionando-se como o sexto mais baixo do país. No Nordeste, a Paraíba, Alagoas e Piauí apresentaram os menores salários médios do setor empresarial. Em contraste, o Distrito Federal, Amapá e São Paulo registraram as maiores remunerações médias.

No perfil das empresas baianas, 92,5% eram microempresas com até nove pessoas ocupadas, totalizando 434.577 unidades. Pequenas empresas (de 10 a 49 pessoas) somavam 30.306 unidades, representando 6,4% do total, enquanto médias empresas (de 50 a 249 pessoas) eram 3.888 unidades, ou 0,8%. Grandes empresas, com 250 ou mais empregados, somavam 1.215 unidades, apenas 0,3% do total.

As entidades empresariais privadas dominavam o cenário na Bahia, com 84,7% das unidades locais e 70% do pessoal ocupado. As empresas da administração pública, embora representassem apenas 0,9% das unidades locais, concentravam 28% dos trabalhadores assalariados no setor. Entidades sem fins lucrativos correspondiam a 14,4% das unidades e empregavam 6,8% dos assalariados.

O comércio era o setor mais representativo em número de unidades locais e pessoal ocupado, com 175.548 unidades e 642.212 trabalhadores. No entanto, a administração pública liderava em número de assalariados, com 557.765 pessoas. O setor financeiro oferecia o maior salário médio mensal, R$ 7.171,73, seguido por eletricidade e gás e organismos internacionais. Em contrapartida, atividades administrativas e serviços complementares registravam o menor salário médio, R$ 1.659,99.


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