Os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da Ucrânia, Volodimir Zelenski, celebraram um marco diplomático na quinta-feira (13/06/2024), ao assinarem um acordo de segurança bilateral de 10 anos durante a cúpula do G7. O pacto visa fortalecer o apoio dos EUA à Ucrânia, embora esteja sujeito à revisão por futuros líderes americanos.
A cerimônia de assinatura ocorreu diante da imprensa, em um púlpito decorado com as bandeiras dos dois países. O acordo, modelado com base no pacto de segurança EUA-Israel, estipula que os EUA devem conduzir consultas de alto nível com Kiev dentro de 24 horas em caso de ataque futuro à Ucrânia, para decidir sobre medidas de defesa adicionais. Além disso, sinaliza o compromisso com uma potencial adesão ucraniana à Otan.
“Para garantir a segurança da Ucrânia, ambos os lados reconhecem as necessidades ucranianas de uma força militar significativa, capacidades robustas e investimentos em sua indústria de defesa que sejam consistentes com os padrões da Otan”, afirma o documento assinado pelos líderes.
Em comunicado oficial, o governo americano destacou que o acordo representa um apoio substancial à Ucrânia, presente e futuro. Compromete também Washington a fornecer treinamento militar, equipamentos de defesa e realizar exercícios conjuntos. Contudo, diferentemente das obrigações de defesa automática caso a Ucrânia fosse membro da Otan, os EUA não têm a obrigação de enviar suas tropas para defender o país.
Ao término da cerimônia, Zelenski descreveu o dia como “histórico”, expressando gratidão a Biden por sua liderança. Segundo o presidente ucraniano, o acordo representa o mais importante desde a independência do país, prevendo impactos econômicos positivos tanto para os Estados Unidos quanto para a Ucrânia.
*Com informações da DW.










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