Exportações da Bahia têm queda de 16,8% em maio de 2024, apesar do aumento nos preços

As exportações baianas enfrentaram uma queda significativa de 16,8% em maio de 2024, totalizando US$ 772,9 milhões em vendas externas. Este declínio é atribuído principalmente à redução de 36,5% no volume embarcado, um cenário que se mantém pelo quarto mês consecutivo. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base nas informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado do ano até maio, as exportações da Bahia mantiveram-se estáveis em US$ 4,27 bilhões, apresentando uma leve redução de 0,1% em relação ao mesmo período de 2023. Esse desempenho contrasta com o aumento de 31,3% nos preços médios dos produtos exportados, evidenciando que a diminuição no volume exportado foi o fator determinante para o resultado negativo.

No segmento agropecuário, houve uma redução de 20,4% em maio, totalizando US$ 277,8 milhões. Esse declínio foi impulsionado principalmente pela soja e seus derivados, alinhado à expectativa de redução na safra atual. Apesar da liderança da soja no acumulado do ano com US$ 900,6 milhões em exportações, houve uma perda de participação na pauta exportadora e uma queda de 6,8% nas receitas comparado ao ano anterior.

O setor industrial, por outro lado, registrou avanços significativos em alguns segmentos. Os produtos da indústria de transformação ligados ao agronegócio, como papel e celulose, apresentaram crescimento de 21,4% no ano, alcançando 11% de participação nas exportações totais. Apesar do bom desempenho nesse setor, a indústria de transformação como um todo teve uma redução de 20,4% em maio, reflexo principalmente do declínio no refino (-77%).

As exportações para a China, principal destino das vendas baianas, sofreram uma queda de 11,8% em maio. Da mesma forma, as vendas totais para a Ásia reduziram em 29,1%. Em contrapartida, houve crescimento nas exportações para a União Europeia (21%) e América do Norte (4,7%), enquanto as vendas para a América do Sul caíram 43,6%, influenciadas pela recessão na Argentina, que reduziu suas compras em 52%.

Enquanto isso, as importações na Bahia continuam em uma trajetória de recuperação intensa. Em maio, as importações cresceram 130,8% em volume e 115% em valor, atingindo US$ 1,48 bilhão. Os setores de combustíveis e bens intermediários foram os principais responsáveis por esse aumento, com incrementos de 294% e 39,2%, respectivamente. Esse movimento indica uma recuperação da atividade industrial, já observada no crescimento de 3,3% no setor no primeiro trimestre do ano.

No acumulado do ano até maio, as importações na Bahia cresceram 30,6%, totalizando US$ 4,7 bilhões em desembolsos. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram os de combustíveis, fertilizantes e trigo, refletindo uma recuperação robusta das compras externas do estado.


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