Governo da Bahia investirá R$ 1,1 milhão para fortalecer a educação indígena

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), anunciou uma série de investimentos no valor de R$ 1,1 milhão destinados ao fortalecimento da educação indígena nas escolas estaduais. As ações incluem a construção, ampliação e modernização das unidades escolares, além da valorização do magistério indígena com a contratação de novos professores e coordenadores pedagógicos, e a sanção de um projeto de lei que moderniza a carreira desses profissionais. O aporte financeiro visa à execução do projeto Tecendo Saberes Ancestrais, que destaca a contribuição histórica dos povos originários e promove a educação ambiental, a interação cultural e as práticas esportivas nas escolas.

O projeto Tecendo Saberes Ancestrais, alinhado às diretrizes curriculares nacionais e à Lei Federal n° 11.645/08, que obriga o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira no ensino Fundamental e Médio, busca formar cidadãos indígenas conscientes e comprometidos com a preservação cultural e o desenvolvimento sustentável. Poliana Reis, diretora de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais da SEC, enfatiza que a iniciativa tem o potencial de gerar impactos positivos e duradouros na vida dos estudantes indígenas e em suas comunidades.

No Colégio Estadual Indígena de Coroa Vermelha, em Santa Cruz de Cabrália, os estudantes organizam a Feira Nordestina, que culminará, nesta sexta-feira (21/06/2024), com o Arraiá da Sustentabilidade. O evento combina tradições culturais com práticas sustentáveis, marcando o encerramento do primeiro semestre letivo em toda a rede estadual de ensino. Os alunos pesquisam tradições juninas e integram conteúdos das tradições indígenas, promovendo atividades de literatura, música, gastronomia e dança.

Verônica Santos Pataxó, coordenadora pedagógica, explica que a Feira Nordestina busca valorizar os elementos que compõem a identidade e as manifestações culturais indígenas e nordestinas. A iniciativa permite que os estudantes se reconheçam em suas múltiplas identidades sem deixar de ser Pataxó. Rhauany Andrade Costa, estudante e líder de classe, destaca a importância de valorizar a Região Nordeste, dando visibilidade à identidade e cultura dos nove estados. Ela também participa do Projeto Ambiental, que promove o plantio de mudas de árvores na escola, combatendo o desmatamento e conscientizando sobre a importância da natureza para a identidade indígena.

O projeto Tecendo Saberes Ancestrais abrange quatro eixos voltados à interdisciplinaridade e ao fortalecimento cultural nas escolas indígenas. Inclui a promoção dos Jogos Estudantis Indígenas em todo o Estado, a Feira Nordestina das Escolas Indígenas (FNEI), que aprofunda o conhecimento sobre os estados do Nordeste e a contribuição dos povos indígenas na história da região, e o Programa Florescendo o Amanhã: Educação Ambiental nas Escolas Indígenas da Bahia, incentivando a preservação ambiental nas comunidades indígenas. Além disso, o projeto Escola Indígena em Movimento promove brincadeiras tradicionais, reforçando a educação cultural e ambiental.


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