A quarta-feira (05/06/2024) marcou um momento crucial no desdobramento das investigações sobre a atuação da Prevent Senior durante a pandemia do novo coronavírus. O Ministério Público de São Paulo formalizou denúncia à Justiça contra diversos diretores da operadora de planos de saúde, acusados de crimes relacionados aos tratamentos empregados nos hospitais do grupo durante o período crítico da crise sanitária.
De acordo com a denúncia, dez diretores da empresa e um médico foram acusados de homicídio culposo, sob a alegação de que tratamentos ineficazes contra a COVID-19 teriam contribuído para a morte de sete pacientes. O promotor Everton Zanella ressaltou que medicamentos não apropriados foram administrados, agravando o estado de saúde dos pacientes já debilitados por comorbidades.
Além disso, 13 diretores da Prevent Senior foram denunciados por crime de perigo, uma vez que os pacientes teriam sido submetidos a tratamentos com o chamado “kit COVID”, composto por substâncias sem eficácia comprovada. Os promotores alertaram para o risco à integridade e à vida dos pacientes decorrente dessas práticas.
O inquérito, instaurado em setembro de 2021, analisou mortes ocorridas entre março de 2020 e setembro de 2021. Segundo o promotor Everton Zanella, prontuários médicos de 189 pacientes da Prevent Senior foram revisados, e familiares das vítimas foram ouvidos durante a investigação. No entanto, o processo não responsabilizou a empresa, focando exclusivamente em indivíduos.
A empresa respondeu às denúncias reafirmando sua colaboração com as autoridades, mas destacou que médicos, funcionários e sócios sempre agiram de acordo com o melhor interesse dos pacientes e que não cometeram crimes. A nota divulgada pela Prevent Senior enfatiza a confiança na comprovação da inocência no âmbito judicial.










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