Senado propõe novo projeto para compensar desoneração da folha de pagamentos

Propostas serão reunidas em projeto de lei a ser apresentado pelo senador Efraim Filho.
Propostas serão reunidas em projeto de lei a ser apresentado pelo senador Efraim Filho.

Líderes partidários e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reuniram-se nesta quinta-feira (13/06/2024) para discutir alternativas visando a compensação da desoneração da folha de pagamentos que beneficia 17 setores da economia. As propostas debatidas serão consolidadas em um projeto de lei a ser apresentado pelo senador Efraim Filho (União-PB), com relatoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.

O debate sobre a prorrogação da desoneração está em curso no Congresso desde o ano passado, tendo sido motivo de veto presidencial, posteriormente derrubado, além de medidas provisórias editadas e depois revogadas ou devolvidas parcialmente pelo Congresso. Na última terça-feira (11), Pacheco anunciou a impugnação de parte da MP 1.227/2024, que limitava a compensação de créditos das contribuições tributárias ao PIS/Pasep e à Cofins, efetivamente aumentando a carga tributária sobre empresas.

“O objetivo é não penalizar quem já suporta uma elevada carga tributária,” afirmou Efraim Filho, autor do projeto original que garantiu a prorrogação da desoneração até 2027, aprovado no ano passado. Entre as propostas em análise estão um tipo de Refis para multas impostas por agências reguladoras e programas de atualização de ativos financeiros no Imposto de Renda.

Efraim mencionou ainda outras propostas em tramitação no Congresso, incluindo o PL 4.728/2020, que cria o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Outra proposta que pode ser utilizada para compensar a desoneração é o PL 914/2024, que incentiva veículos menos poluentes e estabelece a “taxação das blusinhas” para produtos importados até US$ 50.

“As alternativas estão em discussão e a decisão final caberá ao relator, senador Jaques Wagner,” ponderou Efraim, acrescentando que a estimativa inicial é que as alternativas somadas poderiam até superar o valor necessário para a compensação. Ele destacou ainda que as medidas compensatórias não resultarão em aumento da carga tributária para o setor produtivo, mas virão de novas receitas.

O governo federal estima que a continuidade da desoneração da folha de pagamentos custará R$ 26,3 bilhões em 2024. Entretanto, Efraim afirmou que o valor necessário para a compensação deve ser menor, estimando entre R$ 16 e R$ 17 bilhões, contrariando a previsão inicial de R$ 29 bilhões.

“A desoneração da folha de pagamentos é uma política importante que precisamos manter sem penalizar o setor produtivo,” concluiu Efraim Filho.

*Com informações da Agência Senado.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.