O evento States of the Future, realizado nesta segunda-feira (22/07/2024) em paralelo ao G20, discutiu a futura atuação estatal e a ascensão do Sul Global. Organizado em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o encontro apresentou uma série de debates sobre a ordem multipolar e o papel crescente dos países emergentes.
A cerimônia de abertura contou com discursos de Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Michelle Bachelet, ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ex-presidente do Chile, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Esther Dweck, ministra da Gestão. Em seu discurso, Rousseff destacou que os avanços tecnológicos de países do BRICS, como China, Índia e Rússia, estão desafiando a liderança do G7 em inovação.
Rousseff também mencionou que a plataforma mBridge, desenvolvida na Ásia, a UPI, da Índia, e o SPFS da Rússia, são exemplos de como os países do BRICS estão criando alternativas ao sistema financeiro global dominado pelo dólar. Ela apontou que essas inovações são uma resposta ao que ela descreveu como o uso do dólar como uma ferramenta de poder econômico.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a mudança no cenário global com o crescente protecionismo e subsídios industriais dos Estados Unidos, Europa e China, que concentraram 73% das políticas industriais globais. Segundo Mercadante, este cenário está promovendo uma fragmentação das cadeias globais de valor e criando desafios para os países do Sul Global.
Rousseff e Mercadante criticaram a ideia do “Estado mínimo”, que, segundo eles, tem sido promovida por economias desenvolvidas enquanto essas mesmas economias adotam políticas industriais ativas e alta dívida pública. Rousseff lembrou que o conceito de “Estado mínimo” foi questionado pelas economias desenvolvidas e citou o aumento da dívida pública dos EUA, que atingiu US$ 34 trilhões, como um exemplo da intervenção estatal na economia.
*Com informações da Sputnik News.










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