A Bolsa de Valores (B3) registrou alta pelo nono pregão consecutivo, atingindo a maior sequência de ganhos diários desde 2018. O movimento positivo ocorre em resposta à queda na inflação nos Estados Unidos, que impactou o cenário econômico global. O índice Ibovespa fechou nesta quinta-feira (11/07/2024) a 128.294 pontos, apresentando um incremento de 0,85% e alcançando seu maior patamar desde 14 de maio.
O desempenho do índice foi impulsionado principalmente por ações de petroleiras, bancos e companhias aéreas, que demonstraram forte valorização no mercado. Em contrapartida, o dólar comercial apresentou um dia de volatilidade, encerrando a jornada cotado a R$ 5,44. Durante a manhã, a moeda chegou a registrar uma queda para R$ 5,37, refletindo a expectativa de mercado após a divulgação da inflação norte-americana, que ficou abaixo das projeções.
A influência da inflação dos Estados Unidos foi significativa, com o índice de preços ao consumidor (CPI) apresentando uma queda de 0,1% em junho, enquanto as previsões apontavam para um aumento de 0,1%. No núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, o crescimento foi de apenas 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2%. Essa situação contribui para aumentar as possibilidades de que o Federal Reserve (Fed) inicie um processo de redução de juros em setembro, um cenário considerado favorável para países emergentes.
Entretanto, a volatilidade no mercado de câmbio foi acentuada pela especulação sobre uma possível intervenção na moeda japonesa, o que gerou preocupações sobre a fuga de capitais de economias emergentes, incluindo o Brasil. A instabilidade afetou outras moedas latino-americanas, como o peso chileno e colombiano, que também se desvalorizaram, mesmo com dados positivos sobre a inflação nos Estados Unidos.
*Com informações da Agência Brasil.










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