Durante uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas realizada na última segunda-feira (22/07/2024), Geir Pedersen, enviado especial do secretário-geral da ONU para a Síria, descreveu a crise no país como uma situação de “dimensão monumental”. Ele destacou que a Síria enfrenta um profundo conflito caracterizado por complexidade e divisão, envolvendo vários atores armados, grupos terroristas, exércitos estrangeiros e linhas de frente em constante movimento.
Pedersen ressaltou que os civis sírios são as principais vítimas da violência, sofrendo abusos generalizados de direitos humanos, longos deslocamentos e condições humanitárias terríveis. Ele destacou que o mês de julho trouxe novas evidências da escala da crise, com pessoas sendo devolvidas à força ou obrigadas a retornar à Síria devido às medidas restritivas impostas pelos países anfitriões.
O enviado especial expressou preocupação com as tensões crescentes nos países que acolhem refugiados sírios, onde novos ataques têm exacerbado a violência. Ele pediu o fim da retórica e das ações contra os refugiados, enfatizando a necessidade de protegê-los onde quer que estejam. Pedersen defendeu a criação de condições para retornos seguros, voluntários e dignos dos refugiados sírios.
Para Pedersen, a única solução viável para a crise síria é um processo liderado e de propriedade dos próprios sírios, mediado pelas Nações Unidas. Ele sugeriu que o Conselho de Segurança deve abordar as preocupações dos sírios, que permanecem profundamente divididos política e territorialmente. Ele destacou que milhões de sírios ainda vivem fora das áreas controladas pelo governo, e que a reconciliação e a reunião dessas populações só serão possíveis por meio de uma solução política negociada.
O enviado especial sublinhou a importância da implementação da resolução 2254, enfatizando que todos os atores militares, políticos e econômicos devem ser incluídos no processo. Segundo Pedersen, essas partes têm as chaves essenciais para a solução do conflito ou meios para obstaculizá-la, sendo crucial abordar todas as questões que continuam a impulsionar o conflito ou são diretamente relevantes para sua resolução.
*Com informações da ONU News.










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