Donald Trump abre as portas para montadoras chinesas nos EUA; Ex-presidente tenta retornar pela segunda vez à comando dos EUA

Em um movimento contrário à administração atual, o ex-presidente Donald Trump reafirmou sua disposição para que montadoras chinesas estabeleçam fábricas de produção de veículos nos Estados Unidos. A declaração foi feita durante seu discurso na Convenção Nacional Republicana em Milwaukee, na quinta-feira (18/07/2024). Trump destacou que essa medida poderia impulsionar a economia norte-americana, ao mesmo tempo em que se distanciaria da política adotada pelo governo de Joe Biden, que busca restringir a entrada de veículos com ligações à China.

“Grandes fábricas estão sendo construídas do outro lado da fronteira no México pela China para fabricar carros destinados ao mercado dos EUA. Essas fábricas deveriam ser construídas nos Estados Unidos e operadas pelo nosso povo”, afirmou Trump.

O ex-presidente também mencionou que, se não houvesse acordo, aplicaria tarifas de até 200% sobre cada carro para impedir a entrada desses veículos no país.

Esses comentários refletem observações feitas anteriormente por Trump em um comício em Ohio, em março, onde ele também manifestou boas-vindas às montadoras chinesas para construir fábricas nos Estados Unidos. Entretanto, ele não mencionou nomes específicos de empresas na ocasião. A maior fabricante de veículos elétricos da China, a BYD, está atualmente buscando montar uma das maiores fábricas de automóveis do México.

Apesar das diferenças em suas abordagens, tanto Trump quanto Biden concordam em proteger a indústria automobilística nacional contra a concorrência de carros produzidos na China. No entanto, a estratégia de Trump parece ser mais transacional, permitindo que empresas chinesas operem em território norte-americano, enquanto Biden tem se concentrado em medidas de restrição e controle mais rigorosos.

Joe Biden examinou amplamente veículos com ligações à China, incluindo aqueles produzidos fora do país, e buscou excluir empresas com pelo menos 25% de propriedade de uma entidade governamental chinesa de se beneficiarem de créditos fiscais. Em fevereiro, Biden lançou uma investigação sobre carros com software chinês, devido a preocupações com a segurança de dados e a privacidade dos cidadãos dos Estados Unidos.

*Com informações da Sputnik News.


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