Elites ocidentais enfrentam perda de controle em meio a crises políticas nos EUA e na França, diz analista

As crises políticas nos Estados Unidos e na França refletem a crescente desconfiança nas forças políticas estabelecidas, com possíveis mudanças significativas no cenário internacional.
As crises políticas nos Estados Unidos e na França refletem a crescente desconfiança nas forças políticas estabelecidas, com possíveis mudanças significativas no cenário internacional.

As elites políticas ocidentais enfrentam desafios significativos devido às crises políticas nos Estados Unidos e na França. A política neoliberal e o apoio ao imperialismo ocidental na Ucrânia e na Palestina estão desacreditando as forças políticas estabelecidas em ambos os lados do Atlântico.

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden está considerando abandonar a corrida presidencial de 2024 após um desempenho negativo no debate da semana passada com o ex-presidente Donald Trump. O debate, realizado na quinta-feira (27/06/2024), gerou preocupações sobre a capacidade de Biden de continuar na presidência, especialmente em um contexto de duas guerras graves nas quais os Estados Unidos estão envolvidos. A notícia foi divulgada na manhã de segunda-feira (1º), após discussões de Biden com membros de sua família sobre a continuidade de sua candidatura. Pesquisas de opinião indicam que Biden está perdendo terreno nas intenções de voto.

Enquanto isso, na França, observadores políticos apelam por uma aliança de centro-esquerda antes das eleições deste fim de semana para evitar que o partido de Marine Le Pen obtenha uma maioria parlamentar. A figura controversa de Le Pen e seu partido Reagrupamento Nacional (RN) têm ganhado força, levando o presidente Emmanuel Macron a buscar alianças para impedir sua ascensão ao poder.

Esses eventos refletem a luta das forças políticas estabelecidas para manterem o controle diante de desafios crescentes. Segundo o Dr. George Szamuely, investigador sênior do Global Policy Institute de Londres, a possibilidade de Biden abandonar a corrida presidencial levanta questões sobre sua capacidade de continuar como presidente.

“Será muito difícil para Biden dizer: ‘Sim, ainda posso exercer a função de presidente por mais seis meses, enquanto ocorrem duas guerras graves nas quais a América [do Norte] está ativamente envolvida'”, afirmou Szamuely.

Os líderes europeus também estão preocupados com a possibilidade de um segundo mandato de Trump, temendo que ele retire os Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A União Europeia (UE) tem investigado formas de garantir a continuação do financiamento para a guerra por procuração da Aliança Atlântica na Ucrânia contra a Rússia, caso Trump encerre o apoio dos EUA ao conflito.

Na França, o aumento do apoio aos partidos populistas de direita está desafiando o controle das elites políticas. O partido Reagrupamento Nacional de Marine Le Pen obteve o maior apoio no primeiro turno das recentes eleições parlamentares francesas. Embora a coligação de Jean-Luc Mélenchon tenha superado o partido centrista de Macron no primeiro turno, é improvável que Macron inclua a esquerda em qualquer coligação. Szamuely observou que “Macron parece realmente odiá-lo” e sugeriu que o presidente francês procurará aliados mais moderados para formar uma aliança de centro-esquerda e negar o poder a Le Pen.

*Com informações da Sputnik News.


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