Ex-diretor da ABIN refuta acusações da Polícia Federal sobre espionagem

O deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), negou nesta sexta-feira (12/07/2024) as acusações de que o órgão tenha espionado autoridades públicas e tentado favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu irmão, Jair Renan, durante sua gestão. As declarações de Ramagem são uma resposta ao relatório da Polícia Federal (PF) na investigação conhecida como Abin Paralela, cujo teor foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11).

De acordo com a PF, servidores da Abin utilizaram uma ferramenta chamada First Mile, adquirida durante a gestão de Ramagem entre julho de 2019 e março de 2022, para monitorar dispositivos móveis de autoridades dos Poderes Judiciário e Legislativo, bem como de servidores da Receita Federal e jornalistas, sem autorização judicial. O relatório aponta que a ferramenta foi usada para monitorar essas autoridades e personalidades públicas de forma irregular.

Ramagem utilizou sua conta no X (antigo Twitter) para refutar as acusações, alegando que a PF despreza “os fins de uma investigação apenas para levar à imprensa ilações e rasas conjecturas”. Ele assegurou que a compra e o uso da ferramenta First Mile cumpriram todas as exigências legais, com parecer favorável da Advocacia-Geral da União (AGU).

“A aquisição foi regular, com parecer da AGU, e nossa gestão foi a única a fazer os controles devidos, exonerando servidores e encaminhando possível desvio de uso para a corregedoria. A PF quer, mas não há como vincular o uso da ferramenta pela direção-geral da Abin”, afirmou.

O ex-diretor da Abin também negou que tenha havido qualquer interferência da estrutura da agência para favorecer o senador Flávio Bolsonaro. Investigadores da Polícia Federal afirmam que Ramagem determinou a servidores do órgão que monitorassem três auditores da Receita Federal que investigavam suspeitas de envolvimento de Flávio Bolsonaro em um esquema de rachadinha, no qual ele teria se apropriado de parte dos salários de seus assessores quando era deputado estadual. Ramagem refutou essas alegações, afirmando que “não há interferência ou influência em processo vinculado ao senador Flávio Bolsonaro. A demanda se resolveu exclusivamente em instância judicial”.

Ramagem sugeriu que a ação da PF visa prejudicar sua pré-candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro. “No Brasil, nunca será fácil uma pré-campanha da nossa oposição”, declarou. O senador Flávio Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais, afirmando que a divulgação do relatório foi feita com o objetivo de prejudicar a candidatura de Ramagem.

“Simplesmente não existia nenhuma relação minha com a Abin. Minha defesa atacava questões processuais, portanto, nenhuma utilidade que a Abin pudesse ter. A divulgação desse tipo de documento, às vésperas das eleições, apenas tem o objetivo de prejudicar a candidatura de Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro”, afirmou o senador.

*Com informações da Agência Brasil.


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