O partido Reunião Nacional (RN), de extrema direita, emergiu como líder no primeiro turno das eleições legislativas na França, realizadas neste domingo (30/06/2024), ampliando sua margem para alcançar uma maioria absoluta no parlamento. Com 33,1% dos votos, o RN superou a Nova Frente Popular (28%) e a coalizão presidencial Juntos (20%), segundo dados do Ministério do Interior.
Marine Le Pen, líder do RN, expressou sua determinação em conquistar uma maioria absoluta para governar, destacando a necessidade de implementar uma agenda política alinhada aos princípios do partido. Ela própria foi eleita como deputada por Hénin-Beaumont, no norte do país, fortalecendo a posição do RN para o segundo turno.
Os resultados eleitorais sinalizam um cenário desafiador para o presidente Emmanuel Macron, que dissolveu a Assembleia Nacional após a derrota para o RN nas eleições europeias. Com projeções indicando que o RN poderia conquistar entre 240 e 295 assentos, a possibilidade de uma maioria absoluta se torna real, o que poderia resultar na indicação do primeiro-ministro pelo partido de extrema direita.
A chamada “coabitação” entre Macron e um governo liderado pelo RN promete ser complexa, dadas as divergências ideológicas em questões como integração europeia, diplomacia e defesa. Enquanto Macron apela por uma mobilização contra o RN no segundo turno, enfrenta desafios internos em sua coalizão, com debates sobre estratégias para consolidar uma frente anti-RN eficaz.
A mobilização contra o RN inclui retiradas estratégicas de candidaturas e recomendações de voto para fortalecer adversários mais competitivos no segundo turno. O primeiro-ministro Gabriel Attal e líderes de diferentes espectros políticos alertaram sobre os riscos de uma vitória absoluta do RN, convocando eleitores a defenderem os valores republicanos nas urnas.
*Com informações da RFI.










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