A situação humanitária na Faixa de Gaza atingiu um novo nível de gravidade, conforme especialistas independentes alertaram sobre o aumento das mortes de crianças devido à fome e à desnutrição. Em comunicado, os relatores acusaram Israel de conduzir uma “campanha de fome intencional e direcionada”, classificando-a como “violência genocida” que resultou na disseminação da insegurança alimentar por toda a região.
Desde 7 de outubro de 2023, 34 palestinos, a maioria crianças, perderam suas vidas devido à desnutrição, um reflexo direto das políticas de bloqueio e das operações militares em curso. Os especialistas enfatizaram que a inação internacional perante essas violações de direitos humanos equivale à cumplicidade, exigindo uma resposta urgente da comunidade internacional.
Simultaneamente às evacuações forçadas ordenadas por Israel na Cidade de Gaza, o Escritório de Direitos Humanos da ONU manifestou consternação com as novas ordens de deslocamento, que têm causado confusão e colocado os civis em risco direto. Muitos residentes já foram deslocados repetidamente, enquanto as condições de segurança continuam a deteriorar-se rapidamente.
A Agência da ONU para Refugiados Palestinos, Unrwa, reportou que as famílias deslocadas enfrentam condições desumanas em abrigos superlotados e improvisados, sem acesso adequado a serviços essenciais. Escolas transformadas em abrigos temporários carecem de privacidade, higiene e suprimentos básicos, exacerbando ainda mais o sofrimento dos deslocados.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou sérias preocupações com a continuidade dos serviços médicos essenciais na Cidade de Gaza. Dois importantes hospitais estão fora de operação, enquanto outros estão operando muito além de sua capacidade, enfrentando escassez crítica de combustível, leitos e suprimentos médicos.
*Com informações da ONU News.








Deixe um comentário