No próximo 2 de julho de 2024, a Orquestra Agbelas retorna aos palcos de Salvador para celebrar as heroínas que marcaram a Independência da Bahia. Após sua estreia impactante com a Oferenda Musical para Iemanjá em fevereiro, o grupo de agbês, também conhecidos como xequerês, prepara-se para um cortejo festivo que promete homenagear figuras históricas como Maria Felipa, Joana Angélica, Maria Quitéria e a tupinambá Catarina Paraguaçu.
Formada por aproximadamente 50 mulheres de diversas origens e experiências musicais, a Orquestra Agbelas é um exemplo de diversidade e união em torno da cultura afro-brasileira. Liderada por Gio Paglia, a iniciativa não apenas celebra a música, mas também resgata e promove o protagonismo feminino, tanto nas artes quanto na sociedade em geral.
O cortejo, intitulado “Cortejo das Heroínas”, partirá às 9h da Rua Vital Rego, próximo ao Instituto dos Cegos da Bahia, como parte dos festejos cívicos e religiosos que marcam a data da Independência. Além das integrantes da orquestra, o evento contará com a participação de músicos de sopro e percussão, ampliando a diversidade sonora e cultural do espetáculo.
O repertório selecionado para a ocasião abrange desde ritmos tradicionais como maracatu e samba até influências contemporâneas como funk e neo-fanfarras. Entre as músicas escolhidas estão clássicos como “Um índio” de Caetano Veloso e “Deixa a Gira Girar” dos Tincoãs, além de composições autorais que celebram a luta das mulheres contra diversas formas de opressão.
Para Gio Paglia, fundadora da Orquestra Agbelas, este evento não se limita a uma celebração musical, mas sim a um manifesto pela igualdade e reconhecimento do legado das mulheres na história brasileira. “Nosso objetivo é destacar o papel essencial das mulheres, tanto nas lutas históricas quanto na construção de um futuro mais inclusivo”, afirma a percussionista.
Originária das comunidades do Distrito Federal, a Orquestra Agbelas já expandiu suas atividades para várias partes do Brasil e além, promovendo não apenas a música, mas também a inclusão social através do ensino gratuito de agbê. Com sua presença marcante nos festejos do 2 de julho em Salvador, a orquestra reafirma seu compromisso com a cultura afro-brasileira e a valorização do patrimônio histórico das mulheres que ajudaram a moldar o país.










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