Em declaração nesta quarta-feira (10/07/2024), após o encontro de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington, a aliança militar anunciou planos de transferir 40 bilhões de euros (aproximadamente R$ 234 bilhões) em ajuda para a Ucrânia no próximo ano. A medida visa atender às necessidades beligerantes de Kiev e fortalecer sua posição no conflito em curso.
A declaração da OTAN especifica que o financiamento mínimo de 40 bilhões de euros será fornecido no próximo ano, complementado por níveis sustentáveis de assistência à segurança. Esse apoio será ajustado de acordo com os procedimentos orçamentais nacionais dos membros da aliança e os acordos bilaterais de segurança estabelecidos com a Ucrânia. A avaliação das contribuições dos aliados será feita nas futuras reuniões da OTAN, a partir da reunião de 2025, que ocorrerá em Haia.
Os líderes da OTAN reafirmaram seu apoio ao caminho “irreversível” da Ucrânia para uma integração euro-atlântica e para a adesão plena à aliança. No entanto, reportagens anteriores indicam que o uso da palavra “irreversível” na declaração conjunta tem caráter simbólico, uma vez que os Estados Unidos levantaram preocupações sobre a necessidade de a Ucrânia resolver suas questões de corrupção antes de receber garantias sobre a adesão.
A OTAN também destacou que não busca confrontos e não representa uma ameaça à Rússia, apesar de declarações de líderes da aliança sobre a inevitabilidade de um conflito com o país. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em entrevista recente que Moscou não pretende atacar países da OTAN e que a retórica ocidental sobre uma ameaça russa é usada para desviar a atenção de problemas internos.
A OTAN também condenou o apoio prestado à Rússia por outros países, afirmando que tais ações prolongam o conflito na Ucrânia. A organização criticou a China por seu apoio político e comercial à Rússia, bem como pelo aumento dos gastos com defesa. A aliança encorajou Pequim a participar de debates para reduzir riscos estratégicos e promover a estabilidade através da transparência.
A região do Indo-Pacífico foi mencionada como uma área de importância crescente para a segurança euro-atlântica, com os eventos ali impactando diretamente a segurança dos países membros da OTAN.
*Com informações da Sputnik News.










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