No Parque de Exposições da Bahia, em Salvador, quadrilhas juninas de diversas regiões se apresentaram durante os festejos de Santo Antônio, desde 12 de junho de 2024, oferecendo um espetáculo que valorizou a tradição, a cultura e o trabalho social. O evento teve o apoio do Governo do Estado e da Federação Baiana de Quadrilhas, destacando a importância das apresentações.
A ambulante Edleuza dos Santos, que montou seu ponto de venda em frente ao espaço das quadrilhas, acompanhou os espetáculos ao longo dos dez dias de festa. Ela ressaltou a beleza das apresentações, que vão além da dança ao contar histórias.
“É muito bonito, porque não é só a dança, eles contam histórias. Isso é muito legal”, afirmou Edleuza.
Carlos Show, presidente do grupo Junina Danç’Art da Bahia, enfatizou a gratificação de participar do São João e a importância do apoio recebido para manter viva a tradição. Ele explicou que a preparação para as apresentações começa logo após o término do São João do ano anterior e que os projetos sociais e culturais do grupo, que envolve mais de 60 jovens, têm recebido maior apoio recentemente.
“São meses de preparação. Logo quando termina o São João em curso, já iniciamos os trabalhos para o ano seguinte. Antes, os projetos sociais e culturais eram muito carentes de apoio, mas, ultimamente, temos sido agraciados com o apoio não só do Governo do Estado como, também, da Federação Baiana de Quadrilhas”, disse Carlos Show.
O grupo Danç’Art, que nasceu em Salvador e tem 9 anos de história, se concentra atualmente em Itaberaba. As quadrilhas, reconhecidas como patrimônio cultural nacional, também desempenham um papel social significativo, mudando a vida de muitos jovens e famílias.
“É um patrimônio cultural, é um patrimônio histórico, mas, também, é um patrimônio social. A gente muda a vida de muitos jovens, de famílias inteiras e isso é muito gratificante. Eu estou muito realizado”, afirmou Carlos Show.
O São João da Bahia, celebrado como o maior do mundo, continua a enaltecer a tradição e a cultura local. Para Carlos Show, ver jovens que nunca dançaram antes participarem de um espetáculo dessa dimensão é uma honra e uma grande realização.
“O sentimento é grandioso porque eu sou filho da terra, sou filho de Salvador. É uma honra muito grande ver alunos, que nunca dançaram antes, participarem de um espetáculo dessa dimensão”, concluiu Carlos Show.








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