O Real, moeda que completou três décadas nesta segunda-feira (01/07/2024), enfrenta o desafio contínuo de preservar o poder de compra dos brasileiros, em meio a uma trajetória marcada pela inflação persistente. Para Renata Moreira, servidora pública de 47 anos, as idas à feira do Largo do Machado, no Rio de Janeiro, revelam um cenário de preços cada vez mais altos.
“Com R$ 100, eu comprava muito mais há alguns anos. Hoje, com esse valor, mal encho uma sacola”, lamenta, refletindo a experiência de milhões de brasileiros com o encarecimento dos produtos básicos.
Desde sua criação, em julho de 1994, o real enfrentou uma inflação acumulada de 708,01%, de acordo com dados do IBGE, o que representa uma desvalorização significativa frente ao poder de compra. Marina de Souza, aposentada de 80 anos, testemunha essa erosão financeira no dia a dia da feira.
“Os preços sobem um pouco a cada mês. O que comprava por R$ 50 há anos, hoje custa o dobro ou mais”, constata, destacando um aumento contínuo que afeta diretamente seu orçamento fixo.
A economia global pós-pandemia, caracterizada por rupturas nas cadeias produtivas e pressões climáticas, contribui para a atual escalada inflacionária, conforme explica Virene Matesco, professora de economia da FGV. Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos, enfatiza que o ambiente econômico internacional influencia diretamente os preços locais, enquanto Leandro Horie, do Dieese, destaca a necessidade de adaptação econômica e política monetária frente aos desafios atuais.
*Com informações da Agência Brasil.








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