O novo Parlamento Europeu realizou sua sessão inaugural nesta terça-feira (16/07/2024), em Estrasburgo. Entre as primeiras medidas adotadas pelos 720 eurodeputados, a conservadora Roberta Metsola, de Malta, foi reeleita presidente do Parlamento Europeu com 562 votos, garantindo um novo mandato de dois anos e meio.
Roberta Metsola, advogada de 45 anos, assumiu a presidência do Parlamento Europeu em 2022, após o falecimento do italiano David Sassoli, então titular do cargo. Em seu discurso após a reeleição, Metsola afirmou a importância de enfrentar autocratas e sustentar as promessas de defender e construir uma União Europeia inclusiva. Metsola é a terceira mulher a ocupar este cargo e tem manifestado apoio ativo à Ucrânia.
A candidata do bloco de esquerda, a espanhola Irene Montero, recebeu apenas 61 votos. Nesta 10ª legislatura europeia, as mulheres representam 39% do plenário, que tem idade média de 50 anos. Na próxima quinta-feira, a alemã Ursula von der Leyen tentará ser reeleita na presidência da Comissão Europeia.
O novo plenário, empossado para um mandato de cinco anos, apresenta uma composição diversificada com mais da metade dos parlamentares sendo novos eleitos. Um quarto dos eurodeputados – 187 parlamentares – é de extrema direita, um número sem precedentes. O parlamento agora conta com oito grupos, um a mais do que na legislatura anterior. Os conservadores mantêm a maioria, seguidos pelos social-democratas, mas a significativa presença da extrema direita alterou os equilíbrios políticos, relegando os liberais à quinta bancada em número de integrantes.
A extrema direita no Parlamento Europeu está dividida em três grupos. O principal grupo, Patriotas pela Europa, conta com 84 eurodeputados de partidos como Reunião Nacional, Fidesz, Vox, Liga Italiana, FPO e o movimento do ex-primeiro-ministro tcheco Andrej Babis. O grupo Conservadores e Reformistas, liderado pela primeira-ministra italiana Georgia Meloni, conta com 78 deputados, enquanto o partido alemão AfD, anti-UE e anti-Otan, formou um grupo menor de 25 parlamentares.
Pascale Joannin, diretora-geral da Fundação Robert Schuman, ressaltou a incerteza sobre a manutenção do “cordão sanitário” contra as investidas da extrema direita no novo Parlamento Europeu. Na sessão inaugural, um grupo de 63 deputados solicitou aos líderes da União Europeia a retirada do direito de voto da Hungria, em resposta às recentes visitas do primeiro-ministro Viktor Orban a Moscou e Pequim.
*Com informações da RFI.










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