A Rússia está ajustando suas abordagens de política externa em resposta às recentes declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que sugeriu a transformação da União Europeia em uma união de defesa. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que as novas direções da UE, focadas em militarização e defesa, exigem uma adaptação por parte da Rússia para lidar com as novas dinâmicas geopolíticas.
Segundo Peskov, a iniciativa da UE de desenvolver uma união de defesa irá suplantar o trabalho realizado pelos países europeus dentro da OTAN. Esse movimento representa uma mudança significativa nas prioridades do bloco europeu, agora dotado de conotações militares mais evidentes. A Rússia, por sua vez, afirma não representar uma ameaça à União Europeia, defendendo seus interesses, especialmente na Ucrânia, diante do que considera uma exclusão de diálogo por parte dos países europeus.
A tensão aumenta com a presença crescente de navios da OTAN no Mar Negro, particularmente na Bulgária e na Romênia, o que Moscou percebe como uma ameaça adicional à sua segurança. Peskov reiterou que a Rússia tomará todas as medidas necessárias para proteger seus interesses e sua soberania, enquanto observa que a Turquia, como administradora do estreito de Bósforo, regula rigidamente a presença de navios estrangeiros na região, conforme estipulado pela Convenção de Montreux.
A transformação proposta pela UE preocupa o Kremlin não apenas pelo potencial militar ampliado do bloco, mas também pelas implicações estratégicas e geopolíticas na região euro-asiática. O diálogo entre Moscou e Bruxelas torna-se crucial à medida que ambos os lados buscam equilibrar suas agendas de segurança e interesses nacionais.
*Com informações da Sputnik News.










Deixe um comentário