O comércio varejista da Bahia enfrentou uma retração de 2,8% nas vendas em junho de 2024, comparado ao mês imediatamente anterior, conforme indicado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contraste, o setor varejista no Brasil apresentou uma queda de 1,0% no mesmo período. No entanto, ao comparar com junho de 2023, o varejo baiano mostrou um crescimento de 1,7%, marcando a vigésima taxa positiva consecutiva. A nível nacional, as vendas cresceram 4,0% em relação ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado do primeiro semestre de 2024, o comércio varejista da Bahia apresentou uma variação positiva de 9,1%, enquanto a média nacional foi de 5,2%. A queda de junho pode ser atribuída ao aumento no endividamento das famílias baianas, apesar das celebrações do Dia dos Namorados e dos festejos juninos. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa de endividamento na Bahia subiu para 66,5% em junho, em comparação a 65,4% em maio.
Em relação ao ano anterior, o desempenho das vendas foi influenciado pela deflação nos preços, melhorias no crédito ao consumidor, aumento no número de ocupados devido às festividades de São João e taxas de juros relativamente mais baixas.
Por segmento, seis dos oito ramos do varejo baiano registraram crescimento em junho de 2024 comparado ao ano anterior. Destaques positivos incluíram Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,9%), Móveis e eletrodomésticos (7,5%), Tecidos, vestuário e calçados (3,7%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%), e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,8%). Em contraste, os segmentos de Combustíveis e lubrificantes (-10,0%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-22,2%) apresentaram quedas significativas.
O segmento de Hipermercados e supermercados, o mais significativo para o indicador de volume de vendas, continuou a crescer pelo décimo terceiro mês consecutivo. A estabilidade nos preços dos alimentos e o aumento do emprego formal foram fatores que contribuíram para esse desempenho. Artigos farmacêuticos e Móveis e eletrodomésticos também tiveram desempenhos positivos, impulsionados por uma combinação de aumento da renda e condições de crédito favoráveis. No entanto, o segmento de Combustíveis e lubrificantes enfrentou dificuldades devido ao aumento contínuo dos preços, levando os consumidores a reconsiderar o uso de veículos.










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