O Ministério da Fazenda anunciou, nesta quarta-feira (14/08/2024), a indicação do economista André Roncaglia de Carvalho para o cargo de diretor-executivo no Fundo Monetário Internacional (FMI). Roncaglia substituirá Afonso Bevilaqua, que esteve à frente da representação brasileira na instituição desde 2019 e solicitou seu retorno ao país.
A decisão foi oficializada por meio de uma nota divulgada pela pasta, que expressou agradecimento ao ex-diretor-executivo pelos serviços prestados durante os 19 meses de gestão sob o comando do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Bevilaqua desempenhou um papel crucial na defesa dos interesses econômicos do Brasil no cenário internacional, mas agora retorna ao país, deixando uma posição estratégica no FMI.
André Roncaglia de Carvalho, que assume a nova função, é doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP), professor na Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Sua experiência acadêmica e de pesquisa é considerada um ativo importante para representar o Brasil e outros países no FMI.
O conselho executivo do FMI é composto por 24 diretores e um diretor-geral, cargo atualmente ocupado por Kristalina Georgieva. Cada país-membro tem um poder de voto proporcional aos seus indicadores econômicos. Devido à composição do conselho, os países podem se agrupar e eleger um representante em conjunto. No caso de Roncaglia, sua gestão incluirá, além do Brasil, países como Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trindade e Tobago.
A posição de diretor-executivo no FMI é estratégica, pois permite ao Brasil e aos países representados participar ativamente das decisões sobre políticas econômicas globais. O FMI, que desempenha um papel central na governança econômica mundial, é responsável por monitorar a estabilidade financeira global, fornecer assistência técnica e financeira aos países-membros e promover a cooperação econômica internacional.
A indicação de Roncaglia ocorre em um momento em que o Brasil busca reforçar sua influência nas discussões econômicas globais, especialmente em questões relacionadas à transição energética, infraestrutura e inteligência artificial. A gestão de Roncaglia no FMI será crucial para alinhar as prioridades econômicas do Brasil com as dinâmicas globais, em um cenário internacional que enfrenta desafios como mudanças climáticas, desigualdades econômicas e tensões geopolíticas.
*Com informações da Sputnik News.










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