No último sábado (10/08/2024), Jorge Amado, um dos mais importantes escritores brasileiros, completaria 112 anos. Para celebrar sua memória e legado, a Fundação Casa de Jorge Amado promoveu a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), evento realizado anualmente desde a morte do autor, em 2001.
Jorge Amado, autor de obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, é amplamente reconhecido por sua representação da Bahia e por abordar questões sociais brasileiras em seus romances. Seu neto, Jorge Amado Neto, destacou que o avô via seus personagens como uma manifestação do povo baiano e não como criações próprias. Amado Neto explicou que o autor utilizou sua literatura para evidenciar problemas sociais e promover uma consciência crítica.
Segundo Amado Neto, Jorge Amado fez parte de uma geração que ajudou a definir a identidade baiana, influenciando a forma como a cultura, a linguagem e as tradições da Bahia são percebidas e expressas. Além disso, o neto comentou sobre a importância do autor em fornecer uma representação cultural que refletisse a realidade social e cultural da região.
Neto também recordou memórias pessoais com seu avô, destacando episódios de sua infância e a relação afetuosa que tinha com Jorge Amado. Ele mencionou como o avô influenciou não apenas a literatura, mas também a vida familiar, enfatizando os valores de honestidade, hombridade e justiça que Amado transmitiu à sua família.
O legado de Jorge Amado vai além de sua obra literária. Segundo Amado Neto, o autor ajudou a abrir os olhos do mundo para a cultura brasileira e a promover uma visão mais inclusiva e representativa da sociedade. Jorge Amado não só deu voz a segmentos sociais marginalizados, como mulheres, negros e pobres, mas também desempenhou um papel significativo na mudança do paradigma da literatura brasileira.
*Com informações da Agência Brasil.










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