Nesta segunda-feira (19/08/2024), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que países afetados pela recente variante de mpox lancem campanhas de vacinação em áreas onde casos da doença foram registrados. A orientação é específica para nações onde a doença foi detectada entre duas e quatro semanas atrás. A OMS enfatiza que a vacinação deve ser direcionada a indivíduos com risco elevado de contaminação, como aqueles que tiveram contato físico com pessoas infectadas, incluindo profissionais de saúde.
Entre os países mais impactados pela nova variante de mpox estão a República Democrática do Congo, Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. A OMS alerta para a necessidade de uma resposta coordenada e ágil, recomendando que as nações estabeleçam ou reforcem acordos de cooperação transfronteiriços para o rastreamento e a gestão de casos suspeitos. Além disso, a organização sugere a transmissão de informações a viajantes e empresas de transporte sobre as medidas preventivas e protocolos a serem seguidos.
Apesar da gravidade da situação, a OMS descarta a necessidade de recorrer a restrições gerais de deslocamentos ou de comércio, argumentando que tais medidas poderiam causar um impacto negativo e desnecessário nas economias locais, regionais e nacionais. Em vez disso, a OMS defende o fortalecimento das estratégias de coordenação de intervenções de emergência, tanto em nível nacional quanto local, com o objetivo de rastrear a doença, realizar testes que diferenciem as variantes e sinalizar os casos de forma rápida e regular.
Outro ponto crucial mencionado pela OMS é a necessidade de melhorar a pesquisa sobre a mpox e de combater a estigmatização associada à doença. A organização também faz um apelo para o aprimoramento das competências dos trabalhadores da saúde, recomendando que sejam fornecidos equipamentos adequados de proteção individual para aqueles que estão na linha de frente no combate à mpox.
A preocupação com a nova variante 1b de mpox, que é considerada mais perigosa e contagiosa do que as variantes anteriores, levou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a declarar, na última quarta-feira (14), a mpox como uma emergência de saúde pública internacional. A decisão foi tomada após o aumento do número de mortes e contaminações na República Democrática do Congo, que atualmente é o epicentro da epidemia, com mais de 16.800 casos suspeitos ou confirmados e mais de 500 mortes registradas desde o início do ano.
*Com informações da RFI.








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