O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou sua intenção de renunciar ao cargo de líder do Partido Liberal Democrático (LDP). A decisão ocorre após uma queda significativa nos índices de aprovação de Kishida, acompanhada por um escândalo de corrupção envolvendo o partido e um aumento acentuado no custo de vida, além do enfraquecimento do iene.
No final de 2023, Kishida havia informado sobre sua renúncia como chefe da facção Kochikai do LDP após um prolongado escândalo de vendas de ingressos. Este escândalo envolveu cinco facções do LDP acusadas de subdeclarar receitas em relatórios de fundos partidários. Em resposta a uma revolta pública e uma crise interna, Kishida tomou medidas drásticas, substituindo membros-chave de seu gabinete. Alegações surgiram de que legisladores do partido governante subnotificaram mais de 100 milhões de ienes (aproximadamente R$ 3,7 milhões) em receitas não oficialmente declaradas.
Em uma entrevista recente, o ativista e professor K.J. Noh ofereceu uma análise crítica da situação. Noh acusou os EUA de ter influência negativa sobre a economia japonesa e de ter incentivado uma abordagem mais agressiva da China em sua política externa. Segundo Noh, o LDP é corrupto e tem suas raízes em fundos secretos criados pela CIA, argumentando que o partido mantém uma estrutura que favorece interesses ocultos e que Kishida está sendo sacrificado como um bode expiatório para encobrir os problemas econômicos mais amplos do Japão.
Noh também criticou a postura econômica dos EUA, que teriam pressionado o Japão a cortar comércio com a China e a Rússia, exacerbando os problemas econômicos internos do país. Além disso, ele acusou o Japão de ser utilizado como um “para-choque” na escalada de tensões entre os EUA e a China, sugerindo que a situação política e econômica japonesa é uma consequência direta das manobras estratégicas de Washington.
*Com informações da Sputnik News.










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