Feira de Santana participará do IV Encontro Nacional de Desastres (END), que ocorrerá de 8 a 11 de outubro de 2024 em Curitiba, com a apresentação de um estudo sobre áreas de risco de alagamento em 44 bairros do município. O estudo, intitulado “Análise da Susceptibilidade a Alagamento em Bairros de Feira de Santana”, foi desenvolvido com o objetivo de identificar áreas vulneráveis a inundações, visando reduzir os impactos de desastres causados por eventos climáticos extremos. O evento reunirá pesquisadores, técnicos, estudantes e gestores públicos, focando nos avanços em ciência e tecnologia relacionados aos recursos hídricos.
A pesquisa utilizou a ferramenta computacional HAND (Height Above The Nearest Drainage) para simular cenários de alagamento e identificar áreas de risco nos bairros analisados. Essas simulações foram validadas com dados fornecidos pela Defesa Civil, que registrou alagamentos em 21 bairros entre os anos de 2021 e 2024. Entre os bairros afetados estão Tomba, Mangabeira, Campo Limpo, Cidade Nova, Baraúnas, Brasília e Queimadinha, que apresentaram uma alta suscetibilidade a inundações. De acordo com o estudo, 92,53% dos alagamentos registrados ocorreram em áreas classificadas como de risco muito alto (16,05%), alto (54,32%) e médio (22,22%). Apenas 7,41% das ocorrências foram registradas em regiões de baixo risco.
O estudo visa avaliar a precisão do HAND na classificação de áreas de risco, além de propor medidas para contribuir com a segurança hídrica de Feira de Santana. A pesquisa foi conduzida por Basílio Fernandez Fernandez, diretor de Difusão Científica da FUNTITEC, em parceria com os professores Rosângela Leal Santos, Bethsaide Souza Santos e Gilney Figueira Zebende, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A apresentação do estudo no IV END busca, ainda, compartilhar soluções que possam auxiliar na mitigação dos impactos dos desastres naturais em áreas urbanas vulneráveis, fortalecendo o uso da tecnologia na prevenção de enchentes.
O uso do HAND tem sido considerado um avanço na análise de áreas de risco, pois permite a criação de mapas detalhados que indicam regiões mais suscetíveis a alagamentos. O estudo destaca a importância de ferramentas computacionais na identificação de áreas vulneráveis e como elas podem ser aplicadas para prevenir danos materiais e garantir a segurança da população em regiões afetadas por desastres hídricos. Com base nas conclusões do estudo, espera-se que gestores públicos possam desenvolver políticas de mitigação de risco e melhorar a infraestrutura urbana para enfrentar os desafios decorrentes das mudanças climáticas.
Feira de Santana tem registrado eventos climáticos extremos com maior frequência nos últimos anos, e a pesquisa ressalta a urgência de ações preventivas. O estudo propõe que os dados levantados sobre os bairros mais suscetíveis sejam utilizados na elaboração de planos de emergência e na implementação de políticas públicas para evitar que a população local sofra com os impactos das enchentes.











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