Na madrugada desta quarta-feira (04/09/2024), a cidade de Lviv, localizada no oeste da Ucrânia, foi alvo de uma nova ofensiva russa. O ataque resultou na morte de sete pessoas, incluindo três crianças, e deixou mais de 30 feridos. O Ministério do Interior ucraniano relatou que diversos edifícios residenciais foram atingidos, causando grandes danos na cidade.
O presidente Volodimir Zelensky denunciou o ataque como um “ato terrorista russo” e renovou seu apelo para que países ocidentais aumentem o fornecimento de recursos de defesa antiaérea. Lviv, que até então havia sofrido ataques menos intensos devido à sua distância da linha de frente, já havia registrado danos em suas instalações de energia e ataques frequentes com drones e mísseis.
O ataque a Lviv segue um bombardeio devastador em Poltava, ocorrido na terça-feira (3). Esse bombardeio resultou na morte de pelo menos 51 pessoas e deixou mais de 200 feridos. Um dos locais mais afetados foi um instituto militar, que sofreu destruição parcial. Em resposta ao ataque, a cidade de Poltava declarou três dias de luto a partir desta quarta-feira.
O contexto político ucraniano também está em ebulição. Na manhã desta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, apresentou sua demissão ao Parlamento. Kuleba, que ocupava o cargo desde 2020, foi uma figura central na diplomacia ucraniana desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. Em sua carta de renúncia, Kuleba solicitou que seu pedido de demissão fosse aceito, e o presidente da assembleia, Ruslan Stefanchuk, confirmou que a votação ocorrerá em breve.
Além de Kuleba, vários outros ministros, incluindo os da Justiça, Indústria e Meio Ambiente, também apresentaram pedidos de demissão no âmbito de uma reforma do governo, que ocorre dois anos e meio após o início do conflito com a Rússia.
*Com informações da RFI.









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