O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou na noite de quarta-feira (28/08/2024), a “Operação Bastilha” no Batalhão de Choque, localizado em Lauro de Freitas. A operação teve como objetivo desarticular uma rede de comunicação ilegal mantida por policiais militares detidos na unidade. As investigações revelaram que os presos estavam utilizando aparelhos celulares para interferir em processos judiciais e continuar a operar atividades criminosas fora das instalações prisionais.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, carregadores, fones de ouvido e um pendrive. Esses dispositivos estavam sendo usados para facilitar a comunicação entre os detentos e indivíduos externos, comprometendo a integridade das investigações e dos processos judiciais em andamento.
O Batalhão de Choque abriga policiais militares que cumprem pena provisória ou definitiva. A operação faz parte de um esforço contínuo das instituições de segurança pública para combater o crime organizado dentro das unidades prisionais e reforçar a segurança do sistema penitenciário. A ação também visa assegurar que as normas de segurança sejam rigorosamente cumpridas, prevenindo a entrada de objetos proibidos que possam ser utilizados para fins ilícitos.
A “Operação Bastilha” foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) e o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp). A operação contou com o apoio da 6ª Promotoria de Justiça de Lauro de Freitas, da Corregedoria da Polícia Militar, e da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap). Participaram também o Grupo Especial de Operações Prisionais (Geop), a Polícia Penal, a Central de Monitoração Eletrônica de Pessoas (Cmep), e a Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional.
A ação faz parte de um contexto mais amplo de medidas adotadas pelo MPBA e pela Seap para combater práticas ilegais nas prisões e garantir a segurança pública. Além de desarticular redes criminosas, essas operações buscam proteger a integridade dos processos judiciais e a ordem dentro das unidades prisionais.










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