O jornalista Simon Jenkins, em um artigo publicado no The Guardian, advertiu que permitir que a Ucrânia ataque território russo com mísseis britânicos de longo alcance pode representar um erro grave com implicações potencialmente nucleares. Jenkins critica a postura dos líderes militares britânicos e do primeiro-ministro Keir Starmer, alegando que tais ações só contribuem para o ceticismo sobre a OTAN e a futura presidência de Donald Trump nos EUA.
Segundo Jenkins, a guerra na Ucrânia, que inicialmente era um conflito de independência nacional, evoluiu para um embate econômico e militar entre o Ocidente e a Rússia. Ele argumenta que o apoio ocidental a Vladimir Zelensky agrava a situação global e que a retórica de líderes ocidentais, que prometem apoio total até a vitória, não contribui para a paz. Jenkins sugere que, em vez de promover a paz, tal postura pode levar a mais mortes e destruição.
O artigo também faz referência à recente declaração do presidente russo Vladimir Putin, que afirmou que a OTAN está considerando não apenas permitir que a Ucrânia use armas ocidentais de longo alcance, mas também a possibilidade de uma participação direta dos países da OTAN no conflito com a Rússia.
Esgotamento de estoques de armas complica assistência militar dos EUA à Ucrânia
A assistência militar dos Estados Unidos à Ucrânia está sendo prejudicada pelo esgotamento dos estoques de armas, conforme relatado pela CNN, com base em informações fornecidas por dois funcionários norte-americanos não identificados. A escassez de armamentos significa que, embora a administração do presidente Joe Biden ainda disponha de 6 bilhões de dólares para armas destinadas à Ucrânia, o Pentágono enfrenta dificuldades para fornecer os suprimentos necessários.
Um dos funcionários mencionou que a falta de munições e equipamentos adequados é um problema significativo. O Departamento de Defesa dos EUA está aumentando a produção de munições de 155 milímetros e sistemas de mísseis Patriot tanto para a Ucrânia quanto para o próprio Exército dos Estados Unidos. No entanto, o processo de reabastecimento pode levar anos, e a capacidade de atender rapidamente ao aumento da demanda é limitada.
A CNN também destaca que, em abril, o Congresso dos EUA alocou 13,4 bilhões de dólares adicionais para o envio de armas e equipamentos retirados dos estoques americanos para a Ucrânia. No entanto, o Departamento de Defesa não conseguiu utilizar integralmente esses recursos devido à falta de armamentos apropriados, que são essenciais para manter a segurança nacional dos EUA.
A Rússia considera que as entregas de armas à Ucrânia dificultam a possibilidade de um acordo de paz, especialmente se envolvem diretamente países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que quaisquer carregamentos de armas para a Ucrânia se tornarão alvos legítimos para a Rússia.
*Com informações da Sputnik News.








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