O ex-governador de Pernambuco e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, poderá ter seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O projeto de lei 3.148/2024, aprovado no Plenário do Senado, segue agora para sanção presidencial. A proposta, originada na Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Cid Gomes (PSB-CE), previamente submetido à Comissão de Educação e Cultura. O reconhecimento de Campos como Herói da Pátria marca uma homenagem póstuma à sua trajetória política e à sua morte trágica em 2014.
Após a aprovação, o senador Flávio Arns (PSB-PR) ressaltou a relevância da homenagem ao ex-governador. Arns destacou a importância de líderes nacionais como Eduardo Campos, cujo legado, segundo o parlamentar, deve ser lembrado como uma referência para o Brasil. A morte de Campos, em um acidente aéreo ocorrido durante a campanha presidencial de 2014, causou grande comoção no país e, até hoje, é um marco na memória política brasileira.
Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em Recife, em 1965, e formou-se em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1986. Seu início na política ocorreu logo após a conclusão de sua formação acadêmica, quando se tornou chefe de gabinete do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, seu avô, em 1987. A carreira política de Campos avançou com sua eleição para deputado estadual em 1990. Posteriormente, foi eleito deputado federal por três mandatos consecutivos, de 1995 a 2007. Durante esse período, ocupou cargos de relevância no governo federal, incluindo o de ministro da Ciência e Tecnologia entre 2004 e 2005.
Campos assumiu o governo de Pernambuco em 2007, exercendo dois mandatos consecutivos até 2014. Sua gestão foi marcada por uma série de iniciativas que o destacaram no cenário político nacional. Em 2014, lançou sua candidatura à Presidência da República ao lado de Marina Silva, que atualmente ocupa o cargo de ministra do Meio Ambiente. No entanto, sua trajetória foi interrompida por um acidente aéreo em 13 de agosto daquele ano, durante uma viagem entre o Rio de Janeiro e Guarujá, São Paulo, que resultou na morte de todos os ocupantes da aeronave. Campos tinha 49 anos.
O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, no qual o nome de Eduardo Campos poderá ser inscrito, é mantido no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. Criado pela Lei 11.597, de 2007, o livro destina-se ao registro de brasileiros e brasileiras que tenham se destacado por sua contribuição à defesa e à construção do Brasil, com dedicação e heroísmo. A inclusão de Campos nesse memorial visa perpetuar sua memória entre as figuras que marcaram a história do país.
*Com informações da Agência Senado.











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